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A Prova Quádrupla

 

O OBJETIVO DO ROTARY do que pensamos, dizemos ou fazemos, assim:

 

 
1. É a verdade?
2. É justo para todos os interessados?
3. Criará boa vontade e melhores amizades?
4. Será benéfico para todos os interessados?
 

 

 

Durante muitas décadas, Rotary Clubs e rotarianos em todo o mundo têm usado a Prova Quádrupla, como instrumento para desenvolver o respeito e compreensão entre os povos. Como se emprega a Prova é indicado pelo rotariano de Chicago que a idealizou. Sugere ele que, primeiro, se decore o texto e, depois, se adquira o hábito de confrontar pensamentos, palavras e atos com as perguntas formuladas. É um guia para se agir direito. Se guardada de memória e aplicada no tratamento com terceiros, contribuirá definitivamente para mais efetivas e amistosas relações. A experiência de muitos tem mostrado que se deve consultar sistematicamente a Prova Quádrupla para avaliar a retidão de pensamentos, palavras e atos, logrando-se maior felicidade e êxito. INFORMAÇÃO ROTÁRIA HISTÓRIA DA PROVA QUÁDRUPLA Por Herbert J. Taylor Em 1932, fui encarregado pelos credores da Club Aluminum Company, de evitar a falência e conseqüente fechamento da empresa. Atuava a mesma como distribuidora de utensílios de cozinha e de outros artigos para casa. Achamos que era devedora de importância superior a $400,000 dólares acima do ativo total. Estava quebrada, mas ainda vivia. Nesta ocasião, um banco de Chicago emprestou-nos US$6.100, parcos recursos com os quais prosseguir operando. Conquanto tivéssemos um bom produto, nossos competidores também comercializavam com material excelente, de marcas largamente anunciadas. Nossa companhia dispunha de ótimos empregados, mas a concorrência igualmente os possuía. E, além disso, se achava, naturalmente, em condições econômicas muito mais sólidas do que nós. Com tremendos obstáculos e desvantagens a enfrentar, sentimos a necessidade de criar em nossa organização algo com que os competidores não contassem em idênticas proporções. Decidimos, então, que teria de girar em torno do caráter, da noção do dever e do espírito de servir do nosso pessoal. Determinamos principiar por selecionar cuidadosamente nossos colaboradores e, em seguida, ajudá-los a se tornarem melhores homens e mulheres, à medida que avançassem nas suas carreiras. Acreditávamos na “força da razão” e resolvemos tentar o máximo para que estivesse ela sempre do nosso lado.A indústria a que nos consagrávamos, como acontecia a várias outras, tinha um código de ética – mas esse era muito longo e quase impossível de se o reter de cor e, portanto, impraticável. Concluímos que precisávamos de um padrão simples para avaliar a correção de nossa maneira de proceder, e de que todos na empresa pudessem rapidamente lembrar-se. Entendíamos, que o texto proposto não deveria apontar aos nossos empregados o que lhes competia fazer, porém dirigir-lhes perguntas, que lhes facilitassem verificar se seus planos, normas, informes e ações estavam certos ou errados. Havíamos procurado, nas publicações disponíveis, uma medida de ética curta, mas não pudemos encontrar uma satisfatória. Um dia, em julho de 1932, resolvi orar a respeito do assunto. Naquela manhã, debrucei-me sobre minha escrivaninha e pedi a Deus que nos ajudasse a pensar, falar e fazer o que fosse certo. Imediatamente, peguei um cartão em branco e escrevi “A Prova Quádrupla” do que pensamos, dizemos ou fazemos, assim: 1. É a verdade? 2. É justo para todos os interessados? 3. Criará boa vontade e melhores amizades? 4. Será benéfico para todos os interessados? Coloquei essa pequena série de regras sob o vidro de minha mesa de trabalho e deliberei ensaiá-la por alguns dias, antes de abordar o assunto com qualquer funcionário da companhia. O resultado foi deveras desencorajador. Por pouco, lancei-a na cesta de papéis, logo ao primeiro dia, quando comparei tudo que transitou pelas minhas mãos com a sua indagação inicial, “É a verdade?” Nunca me havia, até então, apercebido de quanto estava freqüentemente afastado da verdade, e do número de inexatidões que figuravam na literatura, cartas e propaganda da organização. Depois de cerca de uns dois meses de um sincero e constante empenho, de minha parte, em atender à Prova Quádrupla, eu estava completamente convencido de seu valor e, ao mesmo tempo, imensamente humilhado, às vezes desanimado, com o meu próprio desempenho das funções de presidente da companhia. Tinha, entretanto, progredido bastante naquele propósito de respeitar o teste para julgar-me autorizado a mencioná-lo a meus associados. Discuti-o com os quatro chefes de departamento. Talvez seja útil conhecer qual a crença religiosa dos componentes desse grupo. Um era católico, o segundo cristão cientista, o terceiro, judeu ortodoxo, e o quarto, presbiteriano. Indaguei de cada um deles se notava algum detalhe na Prova Quádrupla contrário à doutrina e ideais de sua particular devoção. Todos concordaram em que o culto da veracidade, eqüidade, amistosidade e prestimosidade não só se ajustava a seus princípios, mas que, se permanentemente observadas nos negócios, essas virtudes lhes assegurariam maior sucesso e aperfeiçoamento. Anuíram em averiguar se os planos, normas, informes e publicidade do estabelecimento se coadunavam com os ditames da Prova Quádrupla. Mais tarde pediu-se a todo o pessoal que a decorasse e adotasse em suas relações com os demais. A investigação da linguagem dos nossos anúncios, à luz da Prova Quádrupla, resultou na eliminação de asseverações cuja autenticidade não podia ser demonstrada. Superlativos tais como as expressões “o melhor”, “o maior”, “o “único”, desapareceram de nossa propaganda. Como uma conseqüência, o público gradualmente passou a depositar crescente fé no que declarávamos nos anúncios e a comprar mais das nossas mercadorias. O uso ininterrupto da Prova Quádrupla levou-nos a alterar nossa orientação atinente às relações com os competidores. Abolimos, de nossa literatura e reclames, quaisquer comentários adversos ou prejudiciais aos produtos da concorrência. Quando se oferecia uma oportunidade de elogiar nossos colegas, não hesitávamos em fazê-lo. Assim conquistávamos sua consideração e amizade. A obediência aos preceitos da Prova Quádrupla, no trato com nossos empregados, e com fornecedores e clientes, garantiu-nos sua estima e boa vontade. Aprendemos que a afeição e confiança daqueles com quem nos associamos são essenciais ao êxito duradouro nos negócios. Graças ao leal esforço dos nossos servidores, por mais de vinte anos, nos temos aproximado, com firmeza, dos alvos a que a Prova Quádrupla visa. Fomos recompensados com um contínuo aumento das nossas vendas e lucros, do qual participou a remuneração do pessoal. Falida em 1932, conseguiu a nossa empresa atingir a atual situação, com suas dívidas integralmente saldadas, o pagamento de mais de um milhão de dólares a seus acionistas e um acervo superior a dois milhões. Todos esses resultados promanam de um investimento em dinheiro de US$6.100, da observância da Prova Quádrupla e do labor intenso de algumas dedicadas criaturas que acreditam na bondade divina e atuam sob a inspiração de elevados ideais. Os dividendos intangíveis, derivados da adoção da Prova Quádrupla, são ainda mais significativos do que os financeiros. Temos constantemente visto crescerem, a nosso favor, a boa vontade, estima e confiança dos clientes, competidores e do público – e, o que é mais valioso, assinalamos um grande aprimoramento dos predicados morais do nosso corpo de funcionários e empregados. Descobrimos que não se pode aplicar incessantemente a Prova Quádrupla a todas as modalidades de contactos, no setor dos negócios, durante oito horas por dia, sem que se contraia o costume de consultá-la no curso da própria vida doméstica, social e cívica. E, dessa forma, seremos melhor pai, melhor amigo, melhor cidadão.